Na cultura popular, a música não é mero entretenimento. É o ritmo que embala as festas juninas, o batuque que comanda o samba, a melodia que acalenta o romance, o repente que desafia a inteligência e o forró que aquece os corações. O músico popular, muitas vezes anônimo e aprendizado de ouvido, é o transmissor desse patrimônio imaterial. Ele carrega em seu repertório a história oral, os causos, as lutas e as alegrias de sua comunidade, momentos e vida. É através de suas canções que lendas são preservadas, que festejos se mantêm vivos e que a língua se enriquece com gírias e regionalismos.
Esta data, portanto, não celebra apenas o virtuose técnico, mas também o violeiro da praça, a banda de garagem, o cantador de feira, os mestres da capoeira e o tamboreiro do candomblé. São eles os responsáveis por manter viva a chama da autenticidade em um mundo massificado. Suas composições tornam-se hinos não oficiais de cidades, geram empatia e criam um poderoso senso de pertencimento.
Num país de diversidade rítmica como o Brasil, a figura do músico é um pilar. Ele traduz a complexidade nacional em som, unindo regiões distintas em uma mesma cadência. No dia do músico, reconhece-se que sua arte é um bem cultural inestimável, a trilha sonora da nossa existência coletiva e a prova viva de que a cultura popular de um povo reside, antes de tudo, no coração de quem a toca e canta. #CULTURA POPULAR “A ARTE PULSA AQUI”
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TEXTO ALTERVIR NORMANDO